Estes pequenos recipientes contêm leite chocolatado, sumos de frutas ou água. Entendo pouco porque razão uma pessoa adulta há-de chupar por uma palhinha, mas o caso fica muito mais sério quando insistem em sorver o conteúdo até ao fim. O ruído do ar com o líquido é simplesmente enervante, o que não os demove de mais um esforço que lhes torna as bochecas do rosto côncavas.Uma questão de nervos (1)
Estes pequenos recipientes contêm leite chocolatado, sumos de frutas ou água. Entendo pouco porque razão uma pessoa adulta há-de chupar por uma palhinha, mas o caso fica muito mais sério quando insistem em sorver o conteúdo até ao fim. O ruído do ar com o líquido é simplesmente enervante, o que não os demove de mais um esforço que lhes torna as bochecas do rosto côncavas.Recreio de cientistas
Brainiac é um programa de televisão que abusa da ciência (é o que eles dizem). Na realidade o método científico da experimentação é o mais usual. A curiosidade é que é perversa ! Vejamos alguns exemplos de rubricas regulares:
- Subida das águas do mar: Um brainiac enfarpelado encontra-se numa plataforma flutuante simulando um dilúvio. Atira-se à agua seleccionando de cada vez um objecto para atestar da sua possibibildade de sobrevivência. Aviso: o computador não é uma hipótese viável;
- Dardos/bilhar brainiac: Um jogo normal, mas em cada final há um rastilho que faz detonar uma caravana (um símbolo da vida mundana) com um explosivo diferente!
- Que fruto flutua? – Há surpresas ! Claro que a motivação desta rubrica é a de ver a professora asiática a executar a experiência.
Também se aprende que se pode jogar golfe com uma pá ou um guarda-chuva, há um certo encanto em desentupir sanitas à bomba e que nunca de deve colocar uma lata de feijão enlatado, no micro-ondas. Tudo isto, para além de se ver umas babes.
O interesse deste programa científico-humorista é a de passar um estilo alternativo, com um fundo de ciência (não exagerado) e um travo a crítica social. Inglês, Claro. No Discovery channel, sextas-21:00.
- Subida das águas do mar: Um brainiac enfarpelado encontra-se numa plataforma flutuante simulando um dilúvio. Atira-se à agua seleccionando de cada vez um objecto para atestar da sua possibibildade de sobrevivência. Aviso: o computador não é uma hipótese viável;
- Dardos/bilhar brainiac: Um jogo normal, mas em cada final há um rastilho que faz detonar uma caravana (um símbolo da vida mundana) com um explosivo diferente!
- Que fruto flutua? – Há surpresas ! Claro que a motivação desta rubrica é a de ver a professora asiática a executar a experiência.
Também se aprende que se pode jogar golfe com uma pá ou um guarda-chuva, há um certo encanto em desentupir sanitas à bomba e que nunca de deve colocar uma lata de feijão enlatado, no micro-ondas. Tudo isto, para além de se ver umas babes.
O interesse deste programa científico-humorista é a de passar um estilo alternativo, com um fundo de ciência (não exagerado) e um travo a crítica social. Inglês, Claro. No Discovery channel, sextas-21:00.
Barco...alternativo
Suomi
Keke Rosberg, Mika Hakkinen, Kimi Raikkonen, Marcus Gronholm, Juha Kankunnen, Hannu Mikkola, Tommi Makinen, Timo Salonen e Ari Vatanen.
Os mais avisados já repararam que acabo de elencar uma lista de pilotos finlandeses campeões do mundo nas especialidades automobilísticas de Fórmula 1 ou WRC (Rallye). Pese embora o efeito multiplicador que um campeão pode providenciar, a Finlândia tem tudo o resto contra: uma população de apenas 5 milhões de habitantes, poucas multinacionais que assegurem uma “passadeira comercial” para o padock ou uma indústria automóvel.
Os mais avisados já repararam que acabo de elencar uma lista de pilotos finlandeses campeões do mundo nas especialidades automobilísticas de Fórmula 1 ou WRC (Rallye). Pese embora o efeito multiplicador que um campeão pode providenciar, a Finlândia tem tudo o resto contra: uma população de apenas 5 milhões de habitantes, poucas multinacionais que assegurem uma “passadeira comercial” para o padock ou uma indústria automóvel.
Tal, torna a estatística de campeões finlandeses verdadeiramente notável. Na lista de nacionalidades vencedoras dos 31 anos do WRC, encontramos 14 vitórias de finlandeses (7 pilotos) contra 5 da França (2 pilotos).
Posso apenas especular que os finlandeses tenham uma relação especial com o movimento e o equilíbrio, habituados que estão com a neve e os trenós desde pequenos, que não será exclusivo deste país. A língua finlandesa (Suomea) tem 15 casos e não tem género nem artigos. Talvez isto, no cérebro de uma criança cause sinapses adaptadas à velocidade. Também desconheço se os finlandeses possuem características genéticas diferenciadas ou se os pilotos nascem todos na Lapónia. Seja como for, eles andam aì. E depressa!
Posso apenas especular que os finlandeses tenham uma relação especial com o movimento e o equilíbrio, habituados que estão com a neve e os trenós desde pequenos, que não será exclusivo deste país. A língua finlandesa (Suomea) tem 15 casos e não tem género nem artigos. Talvez isto, no cérebro de uma criança cause sinapses adaptadas à velocidade. Também desconheço se os finlandeses possuem características genéticas diferenciadas ou se os pilotos nascem todos na Lapónia. Seja como for, eles andam aì. E depressa!
Nicho de mercado
8 de Agosto de 2008, às 08 H 08 m
Preparem-se para ficarem deslumbrados. A nação de 1,3 biliões de habitantes está a receber os jogos olímpicos. Trata-se do 2º PIB do mundo, mas o 85º per capita. A sua ecomomia cresce acima do 10% ao ano mas é apenas 84º País do mundo em termos de mortalidade infantil. Este poderio económico está aliado a um regime de "pensamento único" que quer mostrar e mostrar-se. Uma geração de filhos únicos (política de um filho por casal) é agora adulta. Um país, dois sistemas. Duas classes de cidadania (rural e urbana). O fantasma da Praça da Paz Celestial. As meninas já coreografam as cerimónias de entrega das medalhas, com o primor, graça e empenho que as imagens documentam. Irá ser perfeito. A cerimónia de abertura está marcada para 8 de Agosto de 2008, pelas 08 h 08m e não é coincidência (O 8 significa prosperidade na cultura chinesa).
A União Soviética durou onze anos após as sementes de Moscovo 80...ou talvez não tenha nada a ver...
A União Soviética durou onze anos após as sementes de Moscovo 80...ou talvez não tenha nada a ver...
Enclaves do passado II - Porto 1900
“A máquina” nr.5 , uma Henschel, partia agora da Boavista, atrelada de carruagens trazidas por mulas, de diversas partes da cidade.
É uma caixa de ferro tosca, de janelas rasgadas, com uma enorma caldeira no interior que desce a avenida ladeada de árvores nuas no cinzento de uma tarde de Outono. A curva à esquerda, depois do apeadeiro da Fonte da Moura (bastante mais acima do actual cruzamento) corta a monotonia e faz a composição “voar” sobre a rua de Tânger em direcção aos campos da Ervilha. Após a praça do Império surge a estação de Cadouços, na Foz (perto de onde se situa actualmente a esquadra de polícia).
Doravante, o carro a vapor da “companhia de cima” (assim denominada por oposição à “companhia de baixo” que explorava a linha marginal) serpenteava para um lado e para o outro das velhas ruas, parecendo procurar no túnel (da rua com o mesmo nome) mesmo por baixo do farol da Foz, o conforto da toca. Do lado de lá, o acumular do vapor e escuridão explode numa sofreguidão de ar fresco e luz. A rua de Gondarém surge pela frente, bastando vencer o desnível que o viaduto da rua da Agra permite.
Ficamos aqui, das escadas do antigo contraforte ao lado do Pomar da Agra, vendo a máquina desaparecer a caminho do Castelo do Queijo.
O último plano fecha-se, em diafragma, com a palavra FIM !
Entre 1878 e 1914, antes da electrificação da marginal, “a máquina” reinava no labirinto das ruas de uma Foz mágica. A cidade ainda guarda algumas pedras felizes. Em 1882 António Nobre escrevia o seu primeiro poema.
Vamos a banhos ?
É uma caixa de ferro tosca, de janelas rasgadas, com uma enorma caldeira no interior que desce a avenida ladeada de árvores nuas no cinzento de uma tarde de Outono. A curva à esquerda, depois do apeadeiro da Fonte da Moura (bastante mais acima do actual cruzamento) corta a monotonia e faz a composição “voar” sobre a rua de Tânger em direcção aos campos da Ervilha. Após a praça do Império surge a estação de Cadouços, na Foz (perto de onde se situa actualmente a esquadra de polícia).
Doravante, o carro a vapor da “companhia de cima” (assim denominada por oposição à “companhia de baixo” que explorava a linha marginal) serpenteava para um lado e para o outro das velhas ruas, parecendo procurar no túnel (da rua com o mesmo nome) mesmo por baixo do farol da Foz, o conforto da toca. Do lado de lá, o acumular do vapor e escuridão explode numa sofreguidão de ar fresco e luz. A rua de Gondarém surge pela frente, bastando vencer o desnível que o viaduto da rua da Agra permite.
Ficamos aqui, das escadas do antigo contraforte ao lado do Pomar da Agra, vendo a máquina desaparecer a caminho do Castelo do Queijo.
O último plano fecha-se, em diafragma, com a palavra FIM !
Entre 1878 e 1914, antes da electrificação da marginal, “a máquina” reinava no labirinto das ruas de uma Foz mágica. A cidade ainda guarda algumas pedras felizes. Em 1882 António Nobre escrevia o seu primeiro poema.
Vamos a banhos ?
Foto: Antigo viaduto de cadouços - Foz (a coluna de pedra em primeiro plano ainda existe).Enclaves do passado - I
Foto: Matosinhos - Marca da linha de comboio que existiu até 1962. Hoje ainda "nascem" prédios divididos por ela.
45 anos depois da supressão da linha férrea Senhora da Hora – Matosinhos, a sua marca ainda se faz notar em alguns percursos urbanos.
Nasceram prédios ainda divididos pela memória (mesmo que esta seja uma pura questão burocrática) da vontade colectiva e do moldar do futuro.
Inicialmente a linha serviu para trazer pedras da pedreira de S.Gens para as obras de construção do porto de Leixões. Abriu comercialmente em 1893 e foi suprimida em 1962. Leça da Palmeira, Senhor do Padrão, apeadeiro do Prado ou “concreto”, Vilarinha e Senhora da Hora são alguns dos locais percorridos. "...Atenção à sua partida!"
Nasceram prédios ainda divididos pela memória (mesmo que esta seja uma pura questão burocrática) da vontade colectiva e do moldar do futuro.
Inicialmente a linha serviu para trazer pedras da pedreira de S.Gens para as obras de construção do porto de Leixões. Abriu comercialmente em 1893 e foi suprimida em 1962. Leça da Palmeira, Senhor do Padrão, apeadeiro do Prado ou “concreto”, Vilarinha e Senhora da Hora são alguns dos locais percorridos. "...Atenção à sua partida!"
We shall overcome
O caminho da democracia faz-se por avanços e recuos. Agora precisamos de dar dois passos em frente.
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