Revolução

No passado dia 4 de Outubro, dia de 1910 em que se suicidou Cândido dos Reis, realizou-se na rua com o mesmo nome, o evento "Se esta rua fosse minha..." promovida pela plano B - Associação cultural.
O Porto mostra no eixo Breiner/Cândido dos Reis, uma actividade cultural apelativa.

Foto reportagem aqui !

Apelo ao blog geminado "o significado das coisas" para publicar um post sobre Cândido dos Reis !
Foto: Xaramaneco - "Fat Freddy" em acção em plena rua.

A Oeste nada de novo

Nessa noite os olhares dos dois soldados voltaram a cruzar-se mais uma vez. As suas rondas no lado Norte da zona desmilitarizada ao longo do paralelo 38 interceptavam-se. Faltava ainda mais uma interminável hora para a rendição dos sentinelas, quando um longo e abafado ruído, quase subsónico se fez ouvir. Ambos pararam. Han ziuy, o mais novo, destravou a segurança da sua arma e levou-a à altura do peito, preparado para tudo.
- Sossega - disse o companheiro - É o mercado internacional a dar de si. Está assim há uns dias.

Radiodread

Não sendo o raggae um género musical meu favorito, nunca me passou pela cabeça ouvir o "Karma police" dos radiohead em versão dub, mas a verdade é que isso aconteceu.
Os Easy Star All Stars são uma uma associação de musicos ligada à editora nova-iorquina Easy Star que se divertem a fazer versões raggae de albuns completos.
Podem escutar alternativamente o álbum "OK computer" dos Radiohead em "Radiodread" e o Pink Floyd "The Dark side of the moon" em "The dub side of the moon".
Não há nostalgia que pegue !

O Porto às voltas II - Red Bull air race 2008

Foto: (Xaramaneco) - Steve Jones saúda o público no parque da cidade, antes de mais uma saída para treinos. Após o evento, podem contar com uma foto-reportagem, aqui no Xaramaneco.

Mrs. Robinson

Pergunta o apresentador de um concurso televisivo: "Qual é o terceiro elemento da tabela periódica?"

Vivemos e orgulhamo-nos da era do conhecimento. Uma criança de dez anos já sabe o que um pensador da Grécia antiga podia apenas especular. Produtos tecnologicamente avançados estão disponíveis para o cidadão comum bem como são difundidos os seus princípios de funcionamento, o que não quer dizer que consigamos produzi-los no nosso quintal.

Vou colocar umas dezenas de milhões de humanos numa ilha isolada, com o pleno uso do actual conhecimento científico, tecnológico e empírico mas sem poderem levar nenhum artefacto (enfim, umas roupitas). Daqui a quanto tempo poderá alguém desta nova civilização que criei, ler um blog de internet? Não dúvido que demorariam muito menos tempo do que levaram os nossos antepassados até à geração actual. Ainda assim, os primeiros anos serão passados em actividades com o fim de suprir as necessidades básicas e a organização social. Com o passar do tempo as tarefas físicas ficam facilitadas com ferramentas re-inventadas. Produzir papel com base em plantas torna-se crucial para passarem da Pré-História à História e preservarem o conhecimento, pois a natureza segue o seu ritmo e o ciclo da vida cumpre-se. Algumas décadas depois, estes novos medievais conseguem a façanha de produzir alguns utensílios mecânicos mais evoluídos embora já saibam que a meia-vida do Urânio-238 é de 5 biliões de anos.
Consigo imaginar um novo Crusoe - vou chamar-lhe Alex-, num fim de dia mais bucólico, numa praia paradisiaca (até que não fui muito mau) a olhar a areia. Ele sabe que no que os seus pés calcam, existe sílica, cujo silício pode ser usado para produzir semicondutores, que podem produzir transistores que levam aos circuitos integrados e depois aos computadores. Mas para já a ambição é produzir energia eléctrica. Alguns já construiram pequenas "pilhas" mas que não ligam a nada. A extração de minério e a sua moldagem apenas começou agora.
Cem anos depois, uma sociedade algures entre a idade média e a era espacial prospera. Os primeiros colonos já desapareceram. Os seus filhos ainda se lembram das aulas que lhes eram ministradas e repetem-nas, por vezes sem saberem bem o seu significado.
Alex acaba de encontrar uma pepita de um material estranho. À sua frente tem uma carcomida tabela periódica dos elementos, o seu bem mais precioso. Dos mais de 100 elementos representados, cerca de 30 estão marcados. Será este o 31º?

Quando num concurso televisivo respondo mentalmente que o 3º elemento é o Lítio, o que realmente sei ?

Medal count

Com os jogos olímpicos, cá está o habitual quadro de medalhas por países. No entanto este quadro não considera nenhuma ponderação. Passo a explicar: Porque há-de uma selecção de futebol, basquetebol ou andebol ter apenas uma ou duas medalhas de ouro (masculino / feminino) quando outras modalidades têm 5 (badminton), 10 (ciclismo de pista), 14 (remo), 18 (luta), 34 (natação) ou mesmo 47 (atletismo)? Não estou a dizer que haja modalidades mais importantes do que outras (por acaso acho que há), mas tão-só que valham todas o mesmo na contagem. Porque há-de o futebol valer 20% do ciclismo de pista ou o basquete 10% da luta ?
Vamos lá começar a ponderar as medalhas por modalidade, ou então criar umas especialidades dentro do mesmo desporto. Exemplos ? Torneios de futebol para atletas com peso inferior a 50 (Liedson ?), 70 e 90 Kg, torneio de livres directos, torneio de 400 m slalom com bola e pontapés de canto directos. E pronto já estamos ao nível do badminton !

Trufas

A trufa é um fungo que cresce debaixo da terra, com um aroma e gosto extraordinários e que conheço, não por ter provado (as de chocolate não contam), mas pelo seu preço astronómico.
Vem este post a propósito de alguém, que ofendido, escreveu ao provedor da RTP, queixando-se do programa de José Bento dos Santos - o sentido do gosto - por este se ter debruçado sobre a trufa, nestes tempos de crise. Bom, eu posso não me deliciar com este manjar, mas gosto de saber que existe. Terá a reacção desta pessoa a ver com o facto de se tratar de um alimento ? Será que passa indiferente por um stand de carros desportivos ? Será que enquanto não pudermos todos comer trufas, ninguém o deveria fazer ? Será isto uma crítica velada à lei da oferta e da procura ?
Foi nessa altura que a reclamação seguinte dava conta que havia muitos programas de culinária, nestes tempos de crise.
Bom...é tudo uma questão de grau. Levado ao extremo, talvez a nossa próxima refeição deva esperar pela dos nossos irmãos africanos.
Não concordo, de todo, com as reclamações apresentadas, mas lá que fiquei sem apetite, fiquei.

It's all in my mind

Love and Rockets. Estive lá, na linha da frente. Abriram com o "ball of confusion" dedicado ao Cristiano Ronaldo (permite várias interpretações !). Cascatas de som e profissionalismo (talvez de mais). Um sabor a glam-rock (seria uma jaqueta Galliano?) numa noite húmida. Obrigados a acabarem mais cedo porque a seguir vinham uns Srs. que fazem música para "steamsters", que cantavam para uns suportes de microfone em forma de tubos de escape e umas longas barbas.

Foto: Xaramaneco - Porto, 4 de Julho 2008 - Super-Bock Super-Rock - Daniel Ash, Love and Rockets.

Tremoços

Super-bock, Super-rock. Porto, 4 de Julho (parque da cidade). Eu vou pelos "Love & Rockets !"
Das profundezas dos 80's, o Daniel e os outros amigos ex-Bauhaus prometem album novo em dez anos. Obrigado ! Venham salvar o mundo.

Uma questão de "latas"

Em Bombaím subsiste uma actividade centenária. A entrega de almoços caseiros (mesmo) a partir das periferias da cidade para os locais de trabalho do centro. As "dabbas" são as marmitas que dão nome aos seus transportadores, os "dabawalas". Recolhidas nas casas de cada utente, as "dabbas" contêm almoços confeccionados pela família e entregues ao destinatário através de um sistema de estafetas a pé, em bicicleta ou de comboio. Cerca de 5000 "dabawalas" constituem o sistema.
Ao fim do dia, quendo o trabalhador chega a casa, a sua marmita já lá chegou. Um simples código nas suas tampas identifica o destino. Apenas uma em 16 milhões de entregas é errada (esta não é a minha chamuça !). Este fenómeno é tão mais estranho quanto não se repete em mais nenhuma cidade da Índia. Nos tempos do Império, os Ingleses preferiam a comida entregue directamente de casa.
Agora vou parar de escrever este "post", as minhas iscas de bacalhau já chegaram. Ainda estão quentinhas !