
"Life's hard and then you die"
Há uns anos atrás, o circuito das novas bandas Portuguesas passava pelo "Luís Armastrondo" à ribeira do Porto. Lembro-me de ter assistido a concertos de nomes como "Sitiados", "Censurados", "Essa entente" ou "Ritual Tejo". Numa dessas noites vi o João Aguardela sentado, a fumar um cigarro na entrada de uma pensão das redondezas. Tinha actuado não muito tempo antes com os "Sitiados". Não muito tempo depois os sitiados publicavam o primeiro álbum. Não passou ainda muito tempo.
O João fez ainda parte de "Megafone" e "A naifa".
Bad, bad Santa !
O verdadeiro momento em que o mundo se revela é na véspera de Natal. Depois das oito da noite sobram alguns transeuntes e umas confeitarias de portas entreabertas. O nosso saldo social, resquício do tempo em que nos catávamos uns aos outros vai desaparecendo ao minuto. Onde estão agora os sorrisos disfarçados entre mesas adolescentes? Onde está quem compartilhe o “atmosphere” debaixo das luzes cintilantes e gin tónico? Onde estão os poemas suicidáros que nos ficavam tão bem e agora são apenas ridículos ? Depois das oito vou definhando, iluminado pelas luzes de Natal que agora se tornam tão ridículas quanto o meu deambular. Enquanto noutras alturas idealizamos que existe sempre esperança em forma de alguém, este impiedoso dia revela todo o oposto do seu significado. Como o cão que fareja comida entre o lixo e o chão molhado, também não consigo ter pena de mim próprio. Bom Natal.
Senhora...
Quero agradecer às 35 pessoas a quem não vou oferecer prenda de Natal, a excelente oferta que me fizeram. Era mesmo o que estava à espera. Confusos ?Estou a lançar um movimento em pirâmide, só que invertida !
Em vez de nos oferecermos 35 Ferrero-Rocher, Mon cheri ou pares de meias, decidi devolver esse valor à procedência, recusando a oferta. A boa notícia é que eu e os meus 34 amigos podemos oferecer-nos o que gostaríamos mesmo de receber ! E que vou fazer com este dinheiro todo? Talvez comprar umas dezenas de embalagens de Ferrero-Rocher !
Moral da história: A que pessoas ofereceram algo sem ser nas ocasiões festivas ? Tratem-nas bem.
Panda Delilah
Quem se lembrar do filme “Juno” e da sua prolífica banda sonora, recordará na voz de Kimya Dawson uma hipotética adolescência vivida ou sonhada.Não tendo nada que ver, só me ocorre compará-la com a candura extrema que se ouve na faixa interpretada por Mo Tucker ( a improvável baterista dos “Velvet Underground”) em “I’m sticking with you/After hours”.
Não tendo nada que ver, reencontrei-a na voz de Kimya Dawson. Literalmente perdida entre a infância e a condição adulta, como atestam líricas explícitas ou temas para crianças (o último álbum chama-se “Alphabutt” e contém muitos “farts” !), Kimya usa a guitarra e a voz tanto como instrumentos de sedução como de puro gozo infantil.
E Para voltarmos ao início fez (faz) parte de um projecto “lo-fi” denominada “The moldy peeches” que volto a ligar aos “Velvet underground”, não tendo nada que ver, claro! Mas como tudo tem a ver com tudo, Kimya é mãe de uma menina chamada Panda Delilah.
Asas servem para voar...
A cocar, laço ou rosácea é uma insígnia feita a partir de um laço de fitas, com cores distintivas. O laço tricolor azul-branco-vermelho foi amplamente divulgado como um dos principais símbolos da Revolução Francesa. Este laço era normalmente usado nos chapéus ou lapelas.O primeiro uso de uma cocar num avião militar foi feito durante a Primeira Guerra Mundial pelo Exército Francês. O desenho reproduzia uma cocar ou laço nacional francês com as cores azul-branco-vermelho. Os restantes países aliados, na sua maioria, seguiram o exemplo francês e identificaram as suas aeronaves com cocares baseados nas respectivas cores nacionais.
A imagem mostra a cocar da Força aérea Portuguesa (cruz de Cristo), da França, Inglaterra, Itália, Alemanha, Argentina, Israel e Estados-Unidos. Também é mostrado o laço Nacional de Portugal.
Made it Ma ! Top of the world!
Há muitos motivos pelos quais não tentaria alcançar o topo do Everest: meses de aclimatização, desidratação, ataxia, edema pulmonar ou cerebral, hipotermia, queimaduras solares (pele e olhos) ou "meros" acidentes. Não sendo uma escalada demasiado técnica, a sua altitude torna o topo difícil de atingir e sobreviver-lhe. Admiro quem apesar disto se deixa tentar pelo chamamento da montanha. O canal Discovery apresenta "Evereste 2", uma série de episódios (quartas-feiras 22:00) que documenta uma expedição de 2007. Cada passo, um sofrimento. "Estou feliz por ter atingido o cume. Agora posso esquecer" disse alguém após a terceira tentativa.O urso
O urso é um falso hibernador. Durante o seu estado de dormência (estivação), a sua temperatura corporal apenas decai alguns graus e o seu batimento cardíaco pouco se altera. Isto permite uma muito melhor disposição ao acordar (sabemos o que custam as segundas-feiras). Durante o estado de dormência, que coincide com o período em que a comida não abunda, o urso não vai a restaurantes, hesita em todas as compras que faz e deixa de consumir bens culturais como livros ou espectáculos. Chega à sexta-feira, do trabalho, e tenta fazer com que os dois dias seguintes não existam, ou se existirem que sejam às custas de outro urso. Conseguem "matar" dois dias em dois centros comerciais e um lanchinho de Domingo. Por outro lado, durante a semana de trabalho sonham com o fim-de-semana, não tirando a mínima satisfação do seu quotidiano. Venha o degelo.
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