Eureka

Para onde podemos enviar astronautas, de modo a que se adaptem a um ambiente hermético durante semanas, à semelhança da estação orbital ? Simples. Para o fundo do mar.
O Aquarius é um laboratório subaquático, a 20 metros de profundidade, 6 Km ao largo de uma das ilhas da Florida (Key Largo) onde a Nasa (que não é proprietária deste laboratório) leva a cabo os seus programas Neemo (NASA Extreme Environment Mission Operations). Uma simples abertura no fundo do laboratório dá acesso ao oceano (lembram-se do “abismo?).
Claro que a pressão do ar no Aquarius deve igualar a da água a essa profundidade, ou seja 2,5 vezes a pressão à superfície. No fim de uma missão de dias ou semanas, todo o laboratório se sujeita a uma descompressão de 17 horas para que os aquanautas possam emergir sem problemas de despressurização. Lá fora, o princípio de Arquimedes (com os lastros certos) simula um ambiente sem gravidade ou uns passeios lunares.

Por Toutatis


Parecia irrealista que houvesse uma tónica melhor do que a Schweppes.
Dava até bastante jeito que fosse um produto regional semi-obscuro e produzido numa qualquer ilha do arquipélago das Shetlands, mas não...é da Coca-cola mesmo.

A nova tourada





Entram CAP's chocas e SWOT's
e reformas pretas
entram objectivos quotas e amigos
e algumas modas
entram breves aumentos e despedidos
porque tudo o mais são tretas


Ary, desculpa lá o abuso...

"Life's hard and then you die"

Há uns anos atrás, o circuito das novas bandas Portuguesas passava pelo "Luís Armastrondo" à ribeira do Porto. Lembro-me de ter assistido a concertos de nomes como "Sitiados", "Censurados", "Essa entente" ou "Ritual Tejo". Numa dessas noites vi o João Aguardela sentado, a fumar um cigarro na entrada de uma pensão das redondezas. Tinha actuado não muito tempo antes com os "Sitiados". Não muito tempo depois os sitiados publicavam o primeiro álbum. Não passou ainda muito tempo.
O João fez ainda parte de "Megafone" e "A naifa".

Bad, bad Santa !

O verdadeiro momento em que o mundo se revela é na véspera de Natal. Depois das oito da noite sobram alguns transeuntes e umas confeitarias de portas entreabertas. O nosso saldo social, resquício do tempo em que nos catávamos uns aos outros vai desaparecendo ao minuto. Onde estão agora os sorrisos disfarçados entre mesas adolescentes? Onde está quem compartilhe o “atmosphere” debaixo das luzes cintilantes e gin tónico? Onde estão os poemas suicidáros que nos ficavam tão bem e agora são apenas ridículos ? Depois das oito vou definhando, iluminado pelas luzes de Natal que agora se tornam tão ridículas quanto o meu deambular. Enquanto noutras alturas idealizamos que existe sempre esperança em forma de alguém, este impiedoso dia revela todo o oposto do seu significado. Como o cão que fareja comida entre o lixo e o chão molhado, também não consigo ter pena de mim próprio. Bom Natal.

Senhora...

Quero agradecer às 35 pessoas a quem não vou oferecer prenda de Natal, a excelente oferta que me fizeram. Era mesmo o que estava à espera. Confusos ?
Estou a lançar um movimento em pirâmide, só que invertida !
Em vez de nos oferecermos 35 Ferrero-Rocher, Mon cheri ou pares de meias, decidi devolver esse valor à procedência, recusando a oferta. A boa notícia é que eu e os meus 34 amigos podemos oferecer-nos o que gostaríamos mesmo de receber ! E que vou fazer com este dinheiro todo? Talvez comprar umas dezenas de embalagens de Ferrero-Rocher !
Moral da história: A que pessoas ofereceram algo sem ser nas ocasiões festivas ? Tratem-nas bem.

Panda Delilah

Quem se lembrar do filme “Juno” e da sua prolífica banda sonora, recordará na voz de Kimya Dawson uma hipotética adolescência vivida ou sonhada.
Não tendo nada que ver, só me ocorre compará-la com a candura extrema que se ouve na faixa interpretada por Mo Tucker ( a improvável baterista dos “Velvet Underground”) em “I’m sticking with you/After hours”.
Não tendo nada que ver, reencontrei-a na voz de Kimya Dawson. Literalmente perdida entre a infância e a condição adulta, como atestam líricas explícitas ou temas para crianças (o último álbum chama-se “Alphabutt” e contém muitos “farts” !), Kimya usa a guitarra e a voz tanto como instrumentos de sedução como de puro gozo infantil.
E Para voltarmos ao início fez (faz) parte de um projecto “lo-fi” denominada “The moldy peeches” que volto a ligar aos “Velvet underground”, não tendo nada que ver, claro! Mas como tudo tem a ver com tudo, Kimya é mãe de uma menina chamada Panda Delilah.

Asas servem para voar...

A cocar, laço ou rosácea é uma insígnia feita a partir de um laço de fitas, com cores distintivas. O laço tricolor azul-branco-vermelho foi amplamente divulgado como um dos principais símbolos da Revolução Francesa. Este laço era normalmente usado nos chapéus ou lapelas.
O primeiro uso de uma cocar num avião militar foi feito durante a Primeira Guerra Mundial pelo Exército Francês. O desenho reproduzia uma cocar ou laço nacional francês com as cores azul-branco-vermelho. Os restantes países aliados, na sua maioria, seguiram o exemplo francês e identificaram as suas aeronaves com cocares baseados nas respectivas cores nacionais.
A imagem mostra a cocar da Força aérea Portuguesa (cruz de Cristo), da França, Inglaterra, Itália, Alemanha, Argentina, Israel e Estados-Unidos. Também é mostrado o laço Nacional de Portugal.

Made it Ma ! Top of the world!

Há muitos motivos pelos quais não tentaria alcançar o topo do Everest: meses de aclimatização, desidratação, ataxia, edema pulmonar ou cerebral, hipotermia, queimaduras solares (pele e olhos) ou "meros" acidentes. Não sendo uma escalada demasiado técnica, a sua altitude torna o topo difícil de atingir e sobreviver-lhe. Admiro quem apesar disto se deixa tentar pelo chamamento da montanha. O canal Discovery apresenta "Evereste 2", uma série de episódios (quartas-feiras 22:00) que documenta uma expedição de 2007. Cada passo, um sofrimento. "Estou feliz por ter atingido o cume. Agora posso esquecer" disse alguém após a terceira tentativa.