O sal da luz

Miguel Neiva é um designer Português que criou um sistema de códigos para identificar cores (coloradd), ajudando os daltónicos. Podem ver estes códigos, p.ex., no esquema das linhas do metro do Porto. Este sistema está a caminho de se tornar universal. Bem feito. 
Miguel Neiva no Tedx Porto aqui.

Bebe mais um copo


Há alguns temas da música ligeira Portuguesa que passaram a míticas, ainda cantaroladas nos bons e maus momentos de um longo dia de trabalho, em jeito de fado. Para mim um desses temas é o "play-back" do Carlos Paião. Serve isto para dizer que os "Virgem Suta" chegaram finalmente ao Porto, carregados de garrafões e o humor de taberna, como uns "The Pogues" alentejanos orgulhosos. Decidiram ofertar à plateia, a sua interpretação do "play-back". Bem-haja. Foram uns "Virgem Suta" agradecidos. A "família" ficou completa com o Hélder Gonçalves e a Manuela Azevedo. Claro que foi muito bom. Obrigado nós.

Wall-e

Nas ruas do Porto é possível observar expressões de intervenção artística, social e política, ainda antes das manifestações deste ano, pós-troika. A caminho de um novo PREC?   

ÓH de marítima

Extractos da ode marítima, de Álvato de Campos, nos "muros" de contentores do Porto de Leixões. Apropriado.

Be afraid


Antecipando a série 6 de Dexter (ainda sem data de estreia em Portugal). Podia dizer que Dexter é uma das melhores séries de sempre, mas prefiro dizer que tem 2 leituras; Uma para pessoas normais e outra para o "serial killer" que há em nós. Não o mates.   

Now, hear me James!


Cartaz 2011

Bilhetes 2011 / 1988
Quem diria que após 23 anos, se assistiria a mais um concerto em Portugal dos The Woodentops. Em Julho de 1988, o concerto na antiga discoteca Koolkat, em Matosinhos (mais conhecido como Cais 447), mostrou uma banda a dispersar-se literalmente em palco, com Rolo McGinty a não querer terminar o concerto. 
Eis que, de um momento para o outro descubro que tocariam daí a 2 horas em Vila do Conde (obrigado Antena 3), num muito formal e cómodo Teatro Municipal de Vila do Conde. Uma plateia sentadinhada, mostrava a geração de 80 e alguns filhos (os meus "vizinhos" de lugar vieram de Vila Nova de Milfontes). Pena que parecia um concerto mais undercover do que underground, a julgar pela reduzida assistência que compensou em entusiasmo o que faltou em número. Os The Woodentops mereciam uma sala no Porto, mas se é Vila do Conde que nos propícia o festim, bem-haja. Rolo ainda teve uma piada sobre o concerto de 88:
- You can go whenever you want, because we'll be playing all night. Oh, we've done it before ...
- We know (alguém do público)
A genica (que outro termo poderei usar para descrever o ritmo metodicamente alucinado daquela gutarra?) ainda lá está.
Ao que parece, haverá novo album de originais. Nós esperamos!     
Exclusivo xaramaneco: The woodentops em Vila do Conde

O ouro do Douro


A propósito da apresentação no Porto, Casa da Música, da Ringsaga de Richard Wagner, dedico este vídeo a pelo menos um amigo que tem a coragem de assistir às 4 sessões a decorrerem este fim-de-semana. Esta escolha não é casual.
Cenas de "O novo mundo" (2005) de Terence Malick, com o Vorspiel de "Das Rheingold".

Viagem ao interior da noite


A viagem à noite do Porto (como à de outra qualquer cidade) assemelha-se a um documentário da vida selvagem. Por detrás do bar, entre os gins e as cervejas adivinha-se um Sir Richard Attenborough, cuja voz é dobrada, como sempre, pelo mítico Eduardo Rêgo: "Os machos disponíveis deambulam por entre as fêmeas, seleccionando-as pelos aparentes sinais de disponibilidade". Não há tempo nen paciência para um grau de conhecimento mais profundo (afinal foi disso que eles e elas fugiram). (Un)dress code e outros acabementos decorativos, junto com o "body language" destacam-se como anúncios de néon a cintilarem "temos vagas". Sorrisos alcoolizados em especial, fazem voltar a barbatana dorsal na direcção da presa. Aproximação sorrateira e sincronização aos movimentos da fêmea. Algumas palavras, que para serem audíveis são proferidas praticamente com a língua no canal auditivo, aumentam o nível da ameaça.
Até hoje, os cientistas ainda não identificaram que mensagem, passível de caber em algumas palavras, pode um espécimen adulto dizer a um desconhecido, avisado, para iniciar a segunda e mais arriscada fase da aproximação, sem que um deles ou ambos, não se desfaçam em risos por tão desajeitada e inútil tentativa de dizer outra coisa que não o óbvio.
E quando tudo parecia desastrosamente perdido, eis que a fêmea se contorce batendo alegremente as barbatanas. Afinal, valorizamos socialmente o hedonismo biológico.  
Chegados a este ponto, lembramos que a última espécie que se escarnecia as tentativas desajeitadas na obtenção dos favores do sexo oposto, acabou extinta.
Com a manhã, esta liça noturna dissolve-se em torradas, compras semanais, máquinas de roupa para estender, sopa para três dias, almoços de família, renovação de promissórias bancárias e o ranho dos filhos. Onde está a radiante aura de promessa de felicidade às 11.33 de todas as manhãs? Restam somente irrelevantes transeuntes perpétuos.
Sem tempo para mais, porque a noite e a vida acabam e a espécie é mais importante do que o indivíduo, a Natureza há-de sempre ser servida. Alguém para aperitivos?           

Grande turismo

A partir do século XVII, os jovens das elites sociais Inglesas iniciaram o hábito de terminar a sua educação clássica com uma viagem, pelo continente Europeu: O Grand Tour. O percurso poderia ter algumas variantes, mas obrigatoriamente incluía Paris, Veneza, Florença e sobretudo Roma. Nápoles, com Pompeia e Herculano também eram normalmente visitadas. A volta fazia-se com a travessia dos Alpes. Esta épica viagem durava entre dois a quatro anos e foi também seguida por jovens de outros países do Norte da Europa e mesmo da América. A viagem visava complementar a educação formal, abrir horizontes, a busca da arte e da inspiração, temperada com uma certa joie de vivre e alguns prazeres mais libertinos. Exemplos da inspiração do Grand Tour podem ser vistos na obra de arquitectos como Cristopher Wren (Catedral de S.Paulo, em Londres). 

Incursoes na cozinha - Ovos Benedict

Numa missão de busca e destruição, o Xaramaneco entrou na cozinha e saiu com uns ovos benedict "ajantarados": Pão de Moncorvo torrado, presunto, ovos pochêt e molho holandês.

Legos, quero legos !


A Nasa vai lançar a sonda Juno para estudar o planeta Júpiter.
A bordo seguem três figuras da Lego representando os deuses romanos Júpiter e Juno, bem como o "pai" da exploração espacial, Galileu Galilei. A iniciativa faz parte de um acordo entre a NASA e a Lego para atrair mais jovens  para a investigação e a ciência.
Nas mitologias grega e romana, Júpiter cobriu o mundo com um véu de nuvens para esconder da mulher as suas intenções para com Io, uma bonita ninfa.  Mas Juno, desconfiada, conseguiu revelar a verdadeira natureza do deus.
Também a sonda tentará observar para lá da atmosfera densa de Júpitar em busca da verdade.
Acresce que Galileu foi o descobridor das 4 grandes luas de Júpiter, e a sua figura lego transporta um telescópio.