Banda sonora para Florença

Na antecipação da viagem a Itália, questionei-me qual seria a banda sonora que elegeria para um fim de tarde na Ponte Vechio. Munido de um Mp3 player e uma short list de temas candidatos, a faixa eleita foi uma surpresa para mim.Mas a confirmação, no dia seguinte, foi feita com Florença aos pés.

People going nowhere


Produções Xaramaneco apresentam "People going nowhere", um filme de suporte ao tema "celebrate", por Dark Dark Dark, que por sua vez suporta o pôr-do-sol de costas para o mar.
Filmed on location at Matosinhos boardwalk.

De A para B, com duas voltas à rotunda



O concerto começara. O Matt asssumiu a posição quase fetal "a duas mãos" sobre o microfone.
O meu carro planava na estrada vazia, sob o pôr-do-sol. Essas são as estranhas tardes em que cada semáforo é uma dádiva e o objectivo é não chegar antes da música. Mas agora a batida marcial entrecortada, mas agora a guitarra cristalina, mas agora a voz susurrante, e agora eu , mas agora eu, mas agora eu. Outros carros passam em vôo nupcial. O travão de mão esganiçou-se. As cordas ainda vibram soltas do seu constrangimento. O silêncio perdura. A ignição continua ligada. As luzes do Coliseu acendem.


(The National - Coliseu do Porto, 23 de Maio de 2011)

O avião das 06h00





Após alguns concertos em Portugal, que não incluiram a cidade do Porto (Guimarães), o "meu amigo" Neil Hannon, foi empacotado num vôo da Ryanair (liberdade poética) para se apresentar em pleno palco do queimódromo. Foi um claro dilema moral que se me apresentava: Ignorar o concerto do Mr. Divine comedy, perto de casa, ou enfrentar a troupe de rapazolas no limiar do coma alcoólico? Ainda bem que decidi ir, pois rapidamente conclui que a arena estava "reservada" a conaisseurs, que empunhavam as letras das músicas em jeito de estandarte. Foi o que motivou o homem para prosseguir, que entre um início de espéctaculo quase às duas da manhã e o batuque enervante das atracções de feira, quase esmoreceu. De nada adiantaram os seus pedido de clemência. "Crazy show", disse. Voltou no vôo das 06h00 (não é liberdade poética). Calculo que tenha passado um Domingo em convalescença. O concerto? só para conaisseurs. É a divina comédia.

The wave pictures

"The wave pictures" estiveram na casa da música (24 Setembro), numa sala 2 um pouco vazia, talvez vítima da crise e do fim-do-mês. No fim do espectáculo, os rapazes anunciaram que iriam vender CD's e T-shirts na rua, para não serem cobrados da comissão de 20%. O baixista desceu comigo e outros espectadores pelo elevador (o "boinas" iniciava o último "5 para meia-noite" no patamar das escadaria principal). A mala com rodas abriu-se na frontaria. CD´s a 5€ (EP's) e 10€. Alguém comprou os 2 EP's e o 2o. Álbum. O músico reagiu com um "fantastic" de admiração. Comprei o último album. Nunca o tinha feito directamente ao músico que o criou...
As primeiras noites de Outono faziam encolher os ombros. Deixei-o para trás a caminho do metro.

Red hot


A escala de Scoville mede o grau de pungência dos frutos de plantas do género Capsicum. Todos conhecemos as malaguetas. Esta escala vai do zero do pimento verde, passando pelas 700 unidades do molho de tabasco (se de malaguetas Jalapenho) até ao limiar do milhão (!) para o Naga Jolokia cultivado na Índia, que só deve ser manuseado de luvas.
O que já não é muito conhecido é o que leva a Natureza a produzir uma substância aparentemente tão dissuasora, em frutos visualmente apetecíveis. Acontece que, ao contrário dos mamíferos, as aves acham estes frutos muito saborosos. Falta apenas saber que após percorrerem o trato intestinal das aves, as suas sementes estão aptas a germinar, o que já não acontece se forem digeridas por mamíferos.

Super-tuga

Este adepto venceu o concurso de melhor fã do mundial de futebol 2010. É uma espécie de Super-tuga onde não falta o (super) bigode, a capa e o "six-pack" (super-bock). Só não aprovo o cintinho amarelo inspirado na esfera armilar. Alter-ego de Carlos Queiroz ?